domingo, 3 de dezembro de 2006

Nude - Mi & L'AU


leave your guns out of my chapel
leave your tell-tale smile among the
cheats
wash your complaints

i welcome you
nude...

sit down, take a pen, a pencil, some
clay
my pastels, or a book, or simply lay
down, and play
for a while...

I welcome you
nude...

let it out, let it in, let it out, out of you
and bring something into this world

I welcome you
nude...



You and I know
You and I try
You and I ran
Leaving old stories far behind
And it feels good
And it's so warm
Having those eyes
Playing with me, myself and I...

sábado, 18 de novembro de 2006

casulo


porque apetece o quentinho...

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

És um pequeno ponto
que baila no movimento das nuvens. És sol
e a chuva molha os teus cabelos negros com a mesma audácia com que a noite penetra na tua mente e a leva a viajar...
E viajas, viajas, viajas...

sexta-feira, 14 de abril de 2006

voltar é estranho...
voltar é não ser mais igual, é não ter o mesmo sabor...
arrepiar-me é entornar o café e ficar a divagar...
ouvir essas vozes familiares é ter cada vez mais vontade de
fugir dali e encontrar outro espaço.
regressar é descansar como de uma viagem que não se quis fazer
regressar é querer e ter de voltar

é como voltar ao local que nunca se conheceu realmente
e reencontar quem nunca se conheceu...

a comida daqui não tem sabor,as paredes são indistintas
as imagens repetem-se como da ultima vez,
mas não como da primeira vez...
quão possível é descobrir
o ponto onde dois pontos distantes se reencontram?
dois pontos desencontrados, distintos , isolados

o que é que me doi mais agora? A partida ou o regresso?
é esta mais uma oportunidade de crescer
ou apenas mais uma volta descabida de sentido?

um toque suave
cabelo de pano
um plano plano
na voz de soprano

é estranho, é fácil, é...

voltar de novo para o que já não se reconhece
nada disto será igual
um rapido regresso
um regresso intencional
de um modo ocasional

para longe, para perto
de quem me estende a palma da mão
um olhar de soslaio
um canto ao revés
a dois passos diante dos meus pés

a dois passos diante dos meus pés...

sexta-feira, 24 de março de 2006

Hoje falei...com DEUS

hoje falei com Deus, mas ele não me ligou muito...mandou-me ir ver televisão e perguntou-me qual era o meu programa preferido. Pedi-lhe ajuda para um problema e ele mandou-me ir falar com alguém sobre o assunto...dahhh...eu já estava a falar com deus...enfim... estou a ver que nem mesmo deus me pode ajudar...

http://www.titane.ca/concordia/dfar251/igod/

domingo, 19 de março de 2006

Tempo

o meu post hoje fala do tempo. Do controlo do tempo.

a cada minuto que passa, foi um minuto da minha vida que perdi...ou será que ganhei? Se o ganhei, foi porque fiz alguma coisa de útil...mas eu já perdi tanto tempo da minha vida a fazer coisas completamente INUTEIS!!!! Estou a perder tempo da minha vida que não vai voltar atrás...estou a esbanjá-lo como se fosse muito abonada em tempo de vida...se eu não sei, então porque o gasto em coisas futeis, inuteis...
Não posso voltar atrás, embora às vezes gostasse, mas posso fazer com que da próxima vez seja diferente...ou não? Posso tentar mudar...mas se não consigo mudar certos aspectos da minha natureza, como é que posso aproveitar o meu tempo, que não volta atrás, de uma maneira que não o sinta mal gasto???

O meu tempo é como uma pedra no charco que faz ondulações concentricas...elas não voltam para trás... mesmo que atires outra pedra, ela só vai criar mais e mais ondulações... Assim é o meu tempo...imutável, incontrolável...incontornável...

" Era bom que o mundo inteiro se pusesse a curtir!"in Antero

sexta-feira, 17 de março de 2006

Amor ou Posse?


"O nosso «amor pelo próximo» não será o desejo imperioso de uma nova propriedade? E não sucede o mesmo com o nosso amor pela ciência, pela verdade? E, mais geralmente, com todos os desejos de novidade? Cansamo-nos pouco a pouco do antigo, do que possuímos com certeza, temos ainda necessidade de estender as mãos; mesmo a mais bela paisagem, quando vivemos diante dela mais de três meses, deixa de nos poder agradar, qualquer margem distante nos atrai mais: geralmente uma posse reduz-se com o uso. O prazer que tiramos a nós próprios procura manter-se, transformando sempre qualquer nova coisa em nós próprios; é precisamente a isso que se chama possuir.

Cansar-se de uma posse é cansar-se de si próprio. (Pode-se também sofrer com o excesso; à necessidade de deitar fora, pode assim atribuir-se o nome lisonjeiro de «amor). Quando vemos sofrer uma pessoa aproveitamos de bom grado essa ocasião que se oferece de nos apoderarmos dela; é o que faz o homem caridoso, o indivíduo complacente; chama também «amor» a este desejo de uma nova posse que despertou na sua alma e tem prazer nisso como diante do apelo de uma nova conquista. Mas é o amor de sexo para sexo que se revela mais nitidamente como um desejo de posse: aquele que ama quer ser possuidor exclusivo da pessoa que deseja, quer ter um poder absoluto tanto sobre a sua alma como sobre o seu corpo, quer ser amado unicamente, instalar-se e reinar na outra alma como o mais alto e o mais desejável."

Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'

segunda-feira, 13 de março de 2006

meia meia

descobri que... acho que...mas não te posso dizer sem saber se...e depois o que acontece ...é melhor não arriscar em...porque é que não vi antes que...tinha sido tão mais fácil...e agora, será que vais...e é sempre tão dificil...e depois, olhas-me e eu não sei decifrar bem...acho...

só posso esperar...

sábado, 4 de março de 2006

O nascimento




Tenho um pensamento perdido entre pensamentos…
Tenho um desabafo encravado
Prestes a explodir
Quase a eclodir de dentro da minha boca!

Estou no crescendo, voltando-me para a nostalgia do antes
Do “há quase tanto tempo que já nem me lembro”
Estou a surgir devagar,
Estou a envolver-me na tua exígua urbanidade...

Prometi odiar-te… mas volto
Prometi desprezar-te e abraço-te sem ironias e cansaços
Abro-te os meus braços e o meu coração
De pequena estrela
De modesta estrela…

Deixo-te um pouco mais de mim, mais do que apenas o que te deixei antes
Porque entrego o meu ficar aonde a vida me deixou,
Mas sem resignação.

Agora a palavra “esperança” e “morte” têm outro sentir
Agora “Antero” exala um aroma diferente
Mais sublime, mais complexo…
Agora “Abrantes” soa a poesia e casa e soa a mim mesma,
Ao meu voltar a mim.

Eu estou no crescendo do meu interior…ainda não acabei por aqui
Vou dar-me a ti cada vez mais, o que puder dar do meu sorrir
Do meu sentir, do meu acreditar.

Vejo-te minha pequena, como eu mesma sou assim,
Meio provinciana, meio tímida, meio poeta, meio actriz...

Como a metade de mim que agora desabafo perante ti!